O meu ser anseia por se libertar
E apenas sentar na grama
Sentir o por do sol
Olhar no fundo dos seus olhos
E entender que nada “tem que ser”
Apenas é
Flui
Veja só como nos preocupamos a toa
Todos os dias nós podemos começar de novo
Então pegue minha mão
Vamos ver o céu
Contar historias sem sentido
Ouvir aquela musica
E se entorpecer
Seja lá do que
De calor
De vinho
de cheiro de flor
De sonhos
De carinho
De amor
De nada
...
Está tão frio que já nem sinto mais
Esse vento me corta tudo
Até o coração calejado que já não quer mais idealizar
Então já que estou aqui
Agora
No já
Não me permito mais projetar
Deixo livre para o inesperado
Abro os braços para a imperfeição
...
...
Faço uma canção enquanto
Te vejo passar
Estou sem controle sobre mim
Já não da mais pra disfarçar o sorriso
Então me mostre ao que veio
Pois as vezes nem sei o que dizer
Então eu me calo, fecho os olhos
E canto aquele verso que é tão nosso
...
As vezes creio ter a cura para nossos anseios
Tão adolescentes e medrosos
...
Só venha, sem questionar
E no mistério da noite fria
E sem luar
Eu sussurro em seu ouvido
O que você sempre quis ouvir
Que eu te quero com trilha sonora
E luz de velas
Que te quero como antes
Nos meus sonhos de Lolita
Que apenas quero
Sem querer
Sem explicar
E agora toda a minha inspiração
É banhada pelo entardecer cinza
E gélido
E os passos estão apertados
O cheiro está seco
Minhas mãos quebradas, escondidas
Num bolso vazio
Tão vazio quanto nossos sonhos falidos
...
Então por menos que nada
Eu apenas caminho
Em meio ao caos
Uma chuva torrencial
Que me lava do meu medo
E me faço criança
E me faço ser
e deixo
ir

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