terça-feira, 20 de novembro de 2012

Memorias de um subúrbio




Nos becos escuros
habitados por ratos e baratas
eu me infiltro
com mais uns goles
de uma bebida qualquer 
que me faça esquecer 
que meu coração ja nao bombeia
meu proprio sangue
e em rituais nada
convencionais
tampouco magicos
eu me banho com sangue de
inocentes mortais
que apenas perambulavam
sem sonho algum
pelos mesmos becos que eu

entao eu continuo assim
sem ter outra opção
sozinho 
por esses becos mal iluminados
e fétidos
onde nem minha propria sombra
me acompanha mais
minha unica companhia é
minha culpa
de nao ser mais um ser
em busca de luz


De um eu lirico sem futuro

Cúmplice de um amor assassino




Em cada esquina em que eu paSSo
eu ouço os seus passos
passos de um morto vivo
morto sem mais amor
Hoje um puro sangue frio
porem vivo na minha memoria
e sua pele quente e bronzeada
me faz estremecer
e só de lembrar que um dia
estive em seus bracos
assassinos...
então eu faco uma oração,
um pedido desonrado 
para que você volte 
e leve tudo de mim
pois tudo que eu sou se tornou seu 
e que todos os crimes que você cometeu
sejam absolvidos
por um Deus que você não acredita
E enquanto você me deixa passando frio
E a nevoa ofusca minha vista
eu só penso
quando serei sua cúmplice?


Um Eu Lirico de outra vida, morto vivo, escrevendo para expulsar memorias egocêntricas e suicidas.