Nos becos escuros
habitados por ratos e baratas
eu me infiltro
com mais uns goles
de uma bebida qualquer
que me faça esquecer
que meu coração ja nao bombeia
meu proprio sangue
e em rituais nada
convencionais
tampouco magicos
eu me banho com sangue de
inocentes mortais
que apenas perambulavam
sem sonho algum
pelos mesmos becos que eu
entao eu continuo assim
sem ter outra opção
sozinho
por esses becos mal iluminados
e fétidos
onde nem minha propria sombra
me acompanha mais
minha unica companhia é
minha culpa
de nao ser mais um ser
em busca de luz
De um eu lirico sem futuro

