domingo, 18 de agosto de 2013

Nada "tem de ser"


O meu ser anseia por se libertar
E apenas sentar na grama
Sentir o por do sol
Olhar no fundo dos seus olhos
E entender que nada “tem que ser”
Apenas é
Flui

Veja só como nos preocupamos a toa
Todos os dias nós podemos começar de novo
Então pegue minha mão
Vamos ver o céu
Contar historias sem sentido
Ouvir aquela musica
E se entorpecer
Seja lá do que
De calor
De vinho
de cheiro de flor
De sonhos
De carinho
De amor
De nada
...
Está tão frio que já nem sinto mais
Esse vento me corta tudo
Até o coração calejado que já não quer mais idealizar
Então já que estou aqui
Agora
No já
Não me permito mais projetar
Deixo livre para o inesperado
Abro os braços para a imperfeição
...
Faço uma canção enquanto
Te vejo passar
Estou sem controle sobre mim
Já não da mais pra disfarçar o sorriso
Então me mostre ao que veio
Pois as vezes nem sei o que dizer
Então eu me calo, fecho os olhos
E canto aquele verso que é tão nosso
...
As vezes creio ter a cura para nossos anseios
Tão adolescentes e medrosos
...
Só venha, sem questionar
E no mistério da noite fria
E sem luar
Eu sussurro em seu ouvido
O que você sempre quis ouvir
Que eu te quero com trilha sonora
E luz de velas
Que te quero como antes
Nos meus sonhos de Lolita
Que apenas quero
Sem querer
Sem explicar
E agora toda a minha inspiração
É banhada pelo entardecer cinza
E gélido
E os passos estão apertados
O cheiro está seco
Minhas mãos quebradas, escondidas
Num bolso vazio
Tão vazio quanto nossos sonhos falidos
...
Então por menos que nada
Eu apenas caminho
Em meio ao caos
Uma chuva torrencial
Que me lava do meu medo
E me faço criança
E me faço ser
e deixo
ir


sexta-feira, 19 de julho de 2013

My Old Friend

Eu abri meus olhos
Eram 7 da manhã
Estava chovendo
E eu lembrei
Hoje é seu dia
E eu lembrei do que você dizia
Sempre que chove
É porque eu estou triste
Mas dessa vez
Eu não diria triste
E sim melancólica
Envolta em minhas lembranças
Hoje existe uma cicatriz
Mas ela não dói mais
E a nossa historia
Terá sempre gotas de chuva
Um gosto de cigarro mentolado
O nosso eterno primeiro beijo
E vinho barato
E se ficou alguma interrogação
Trocamos por reticências
E enfim um ponto final
Pra um recomeço
E eu apenas agradeço
Pois nós nos matamos
E nos salvamos
Mas acima de tudo
Verdadeiramente nos amamos

Gratidão

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Memorias de um subúrbio




Nos becos escuros
habitados por ratos e baratas
eu me infiltro
com mais uns goles
de uma bebida qualquer 
que me faça esquecer 
que meu coração ja nao bombeia
meu proprio sangue
e em rituais nada
convencionais
tampouco magicos
eu me banho com sangue de
inocentes mortais
que apenas perambulavam
sem sonho algum
pelos mesmos becos que eu

entao eu continuo assim
sem ter outra opção
sozinho 
por esses becos mal iluminados
e fétidos
onde nem minha propria sombra
me acompanha mais
minha unica companhia é
minha culpa
de nao ser mais um ser
em busca de luz


De um eu lirico sem futuro

Cúmplice de um amor assassino




Em cada esquina em que eu paSSo
eu ouço os seus passos
passos de um morto vivo
morto sem mais amor
Hoje um puro sangue frio
porem vivo na minha memoria
e sua pele quente e bronzeada
me faz estremecer
e só de lembrar que um dia
estive em seus bracos
assassinos...
então eu faco uma oração,
um pedido desonrado 
para que você volte 
e leve tudo de mim
pois tudo que eu sou se tornou seu 
e que todos os crimes que você cometeu
sejam absolvidos
por um Deus que você não acredita
E enquanto você me deixa passando frio
E a nevoa ofusca minha vista
eu só penso
quando serei sua cúmplice?


Um Eu Lirico de outra vida, morto vivo, escrevendo para expulsar memorias egocêntricas e suicidas.

domingo, 12 de agosto de 2012

Owl in love








As vezes é díficil começar
um poema sem ser clichê
mas quando se trata de um poema
de amor, tem como fugir disso?

o amor é cheio de clichês
e frases prontas
historias parecidas
falas repetidas
mas nada disso perde seu valor 
quando o sentimento é verdadeiro
então mesmo que tudo que 
eu diga pareça ser falta de originalidade
eu insisto em falar,
escrever,
sentir, contar
e cantar
pra que meu amor saiba
e não esqueça 
que eu o amo

amo o seu sorriso sem graça
o seu olhar tentando
descobrir o que meus olhos dizem
mesmo já sabendo
amo sua cara de ansiedade
me esperando no portão
sua cara de ciumes
e de paixão
e eu amo também
quando fica nervoso tentando me
acalmar
tentando me convencer que
vai sempre estar comigo
mesmo quando eu surto 
e me descabelo
mas ele me ganha com um sorriso

são tantos pedaços de mim
amando ele por inteiro 
que eu ficaria horas
escrevendo
mas escrever é apenas uma
necessidade que eu sinto
pois as palavras falham
na minha boca
meus olhos viram oceanos
e minhas bochechas viram 
puro sangue
as palavras escritas
me ajudam
me fazem sentir aliviada

mas como são enroladas
essas palavras
esses sentimentos
que fazem morada
mas eu não sou uma pessoa
simplificada
sou cheia de detalhes
e não costuma resumir
e procuro todas as
figuras de linguagem
por isso ocupo tanto espaço pra 
dizer simplesmente que 
hoje eu tenho
um amor de verdade

E meu coração esta cheio
transbordando de vontade
de medos
de sonhos e planos
de segredos
desejos
cheio de amor
por aquele que me conquistou 
de todas as formas
e do jeito mais suave e bonito
acalmando minha mare alta
um grande amor e um amigo
se tornando um tudo comigo.

s2

domingo, 29 de julho de 2012

Confissões de uma mente em chamas





Caiu a noite sobre nós
como um véu de uma noiva das trevas,
e então eu ergo minha mãos para o céu 
e faço uma oração para alguém um tanto desconhecido,
E eu confio
e me rendo a algo maior
que me liberte das amarras dos pecados desconsiderados
e esquecidos,
pisados sem piedade,
e cada gota de sangue que se faz de alimento
vai matando o que nos resta de bom,
e um brinde é feito, 
brindamos ao nada,
brindamos a tudo que nos foi tirado,
as lagrimas já secas
e os corações preenchidos por ilusões,
desejos sem fundamento...

E então somos todos sugados pela inexistência,
e quando o sol nascer eu já não sou nada além
de fagulhas de uma falsa existência
sem luz, sem calor, sem amor...
Apenas vagante,
em busca de algo inexplicável
que não é visível aos olhos de luz.

Mosag.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Silêncio



Um silêncio ensurdecedor 
em uma longa noite
a espera de uma carona
que nunca chegaria,
tudo que se podia ver
eram sombras estranhas,
e tudo que se podia sentir 
eram desejos de luz.

Seguindo apenas...

Eu sinto,
sinto com toda a força
e o choro se faz inevitável,

nem sempre ele vem pela tristeza

dessa vez a emoção toma conta de mim
e eu apenas agradeço.

E as sombras vão embora
eu sou dona de mim

O que eu tenho me basta.

O silêncio continua
perdura
me faz crescer.

Então o sol,
as vezes meu grande inimigo,
faz questão de 
dissipar a escuridão

e o meu coração se enche
mais uma vez
de esperança.

Me sinto aquecida

pisando em folhas
em nuvens
em poças de chuva

me lava
refresca
alivia
se confunde com um choro reprimido
que suavemente se solta
e grita ao mundo
que tenho medos e dúvidas
feito raios e trovões
mas depois o arco íris
sempre dá o ar da graça.