quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Insight


Eu vivenciei
isso eu sei
que lá eu sorri
lá eu chorei
aprendi,
e quase enlouqueci

purificação
saiam seres sem luz
me deixem em paz
e que entrem os anjos
os elementais
os seres de luz
os seres da paz

ouço o canto tímido
em meios a tantos ruídos
e eu sei que tem algo a ser ouvido
entendido
compreendido
engolido
digerido

sinta
é tudo o que temos
e quando nada disso é entendido
o único argumento
é me chamar de louca

mas eu lembro
e ele me disse, veja o mesmo que eu
e eu ouvi o som da água

pureza.

siga o caminho.
acho que só hoje eu entendi.

(a foto não é minha, só achei bonita.)

Manolo ={D

Em meio a multidão
avistei os canalhas
os poetas
os castos
e os corretos
e nesse meio
de confusos sentimentos
fugas e medos
avistei você
e é tudo que temos
pra um fim de tarde
regado a tragadas mal dadas
palavras nas entrelinhas
e no fim sempre tem uma piada
e isso me basta
num domingo cinzento e chato
mas e o que nos basta?
até onde isso vai dar?
até onde Deus quiser
até onde você aguentar
o amor é algo subjetivo
mas não há o que forçar
e nem negar
o que existe
mas não sabemos rotular
e eu jogo tudo eu suas mãos
como um jogo
que nem eu mesma sei jogar
você sabe o que sente
mas eu não...
então eu apenas fumo mais um cigarro
e tento parar de pensar
e de longe
eu ainda avisto todos os poetas,
canalhas
tortos
falhos
e todos eles me levam ao mesmo lugar
e eu apenas quero entender
o que você ve
nessa pintura borrada,

e tudo que eu vejo
é que você só me faz sorrir.
e nem o silêncio
mas incomodo me deixa aflita
pois eu sei
que com você estou bem.
e não se pede nada em troca
além do que já existe.
não há que se contar com a sorte
nesse nosso jogo incerto.

Você é o meu melhor
quando eu tento não ser a pior.

e lá no "fim"... será que eu vou blefar?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Soneto da Destuição




Deitou no chão do asfalto


e com seus dedos tentou tocar o teto do mundo.


Caminhou até alcançar uma porta


que levaria ao fim do túnel.




Mas, cansou de buscar respostas,


e no bréu refletiu seus desejos.


O Sol secava suas lágrimas


e a noite afagava suas feridas




No, fim.


Mas só no fim mesmo.


Descobriu que nada daquilo adiantava.




Por mais que corresse, por mais que sorrisse,


Por mais que se revolta-se ou se volta-se a quem queria


Estava só. E só assim descobriu o significado o termo sozinha.


domingo, 23 de janeiro de 2011


Depois de tantos domingos iguais,
onde chove sem parar
e minha cabeça apens dói
eu percebi que tenho medo de admitir
que eu sei o que quero
pois você é o único que vale a pena

e agora estou aqui
entre as árvores mais altas da floresta
perdida e com frio
sem saber o caminho de volta
querendo apenas me abrigar
ouço vozes em meio ao silencio

olho para o céu e vejo a estrela mais brilhante
e ela só me faz lembrar do que não aconteceu,
e das promessas que nunca se cumprirão
dos planos que não posso evitar
e dos sonhos que tenho em meu coração

devo seguir a luz
mas só vejo escuridão

estou coberta de cicatrizes e
minhas mãos estão calejadas
meus ouvidos não ouvem mais nada
e meu coração não para de gritar
por compaixão

será que é tão difícil de conseguir
compreender o q é viver?
mas apenas ser

dessa vez fexei meus olhos para todas as ansiedades
enfrentarei meus medos desarmada
talvez seja isso que se chama humildade

e agora só consigo correr
e não para de chover

sinto um calafrio


e esse cheiro de flor me entorpece
tento curar a minha mente
mas ela insiste em se agitar
quero apenas dormir
mas não consigo me acalmar
acendo uma vela e peço proteção
nessas horas que eu vejo
que o destino está na minha mão
o acaso mora ao lado
mas prefiro não contar com a sorte
vejo a encruzilhada na minha frente
mas todos os caminhos levam a morte
e do lado de lá
não se sabe o que há
mas é aqui no agora
que tenho que fazer meu caminho
pois um dia vai chegar a hora
e em meus sonhos vejo o fim dos tempos
e alguém está me avisando
pra lembrar a tempo
o que pra mim é tudo


só consigo escrever
e tudo isso muitas vezes não faz o menor sentido.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Negativo



Coruja

[Ela sorriu sóbria,
Logo após sentar no pedaço de madeira
Senti que escorregava da minha mão
a sorte o azar e uma lua cheia]

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011




Nesse momento, sozinha é onde quero estar
seguindo meu caminho sem ninguém pra atrapalhar
não que eu seja esnobe e não precise de amor
mas é tudo tão mais fácil sem se prender na dor

tenho planos esquisitos
vontades imperfeitas
medo do invisivel
ansiedade por inteiro

a estrada é longa e eu preciso de amor
mas agora o que eu quero é viver com fervor

seu olhar me desarma
com amor sem troca
puro e veradadeiro
mas eu sei que sou sua droga

Será que me entende se nem eu mesma sou capaz
meu coração é dividido em mil partes desiguais.





Que o vento te leve o meu beijo
E os anjos te protejam
E mesmo com a dúvida sobre o que sinto
Quando digo que te amo eu não minto

Dúvidas e certezas
Um amor, uma tristeza
Talvez só um amigo
Ou um amor infinito

Que o vento te leve meu beijo
E sopre em seu ouvido
Que te levo comigo
Sem saber até quando
Se me engano, te iludo, te amo.

Que os anjos digam amém
Quando for pedido
'Quando Deus quiser
talvez comigo, talvez amigo.

Escrito em 11/02/2009 por mim...
A foto não fui eu que tirei, mas eu gosto.
Só modifiquei pq são dois gatos misteriosos hehe.

O passado existe!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Essa imagem merece um trecho dessa música:


Metrô em São Paulo, estação da luz:



"Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui

Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninas

Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer."


É uma contradição de sentimentos, mas é tudo que tenho pra hoje!

"Só quem é de lá sabe o que acontece!!"

Laranja Madrugada

Laranja é a cor da rua em plena madrugada

Contrasta com o preto da sujeira escorrendo,

Não enxergo nada além de artifícios humanos

Para esconder o luar, as magoas e os gritos daqueles que não tem descanso.

Na noite, só as estrelas tem um tom cobre.

São elas e a lua que refletem luz solar.

A noite é a escória dos homens.

A madrugada o asco das primeiras horas do dia.

Você está exagerando... Diga leitor frio.

Eu estou te contando como é adormecer no cobre laranja que vem de não ter telhas sobre a cabeça.

domingo, 16 de janeiro de 2011


Esse drama é meu, essa trilha é minha, esse beijo é seu... Há luz do lado de lá, pra mim, pra vc, pra ninguém querer... Aqueles tempos não tão velhos, aqueles tempos sombrios, pálidos embreagados, tempos noturnos onde as luzes discretas da cidade não ofuscam a nostalgia obscura da noite... 20 anos,Curitiba.


Chuva em Curitiba,
refresca o calor sem brisa
eu sinto o desanimo do cinza
as gotas de água insistem em brilhar
olho na janela e congelo o olhar.
Agora está esfriando,
pego um café, vou me agasalhar.
Mas um dia pra viver aqui,
mas um dia pra querer fugir.